Polícia albanesa usa balas de borracha em manifestações contra premiê
As forças de segurança da Albânia dispararam balas de borracha contra manifestantes antigoverno na capital, Tirana, durante confrontos intensos no sábado. Os atos ocorrem pelo quinto dia seguido com o objetivo de pressionar pela renúncia do primeiro-ministro Edi Rama, que governa o país desde 2013 pelo Partido Socialista.
Estudantes secundaristas e universitários se uniram ao movimento mais amplo, ampliando a revolta popular que engloba insatisfações com os custos da educação, o desemprego, a falta de infraestrutura acadêmica e denúncias de corrupção. Manifestantes atiraram pedras, coquetéis molotov e fogos de artifício perto do gabinete de Rama e em outros pontos da região central, além de incendiar carros e lixeiras.
A polícia respondeu com gás lacrimogêneo, canhões de água, cassetetes e, pela primeira vez desde o início dos atos, balas de borracha, conforme confirmou o chefe da polícia nacional, Skender Hita. O Ministério da Saúde informou que nove manifestantes e quatro policiais precisaram de atendimento médico no sábado, elevando para 132 o total de agentes feridos e 167 pessoas detidas ao longo dos cinco dias de tumultos.
O primeiro-ministro recusou pedidos de renúncia, visitou estabelecimentos comerciais danificados e prometeu dialogar com os jovens, embora tenha culpado opositores conservadores por instigar a violência. O descontentamento também se espalhou para fora da capital, com registros de bloqueios de estradas e danos a uma agência de correios na cidade costeira de Durres.