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Premiê albanês acusa mãos estrangeiras por atos violentos de estudantes

Ygara news
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Premiê albanês acusa mãos estrangeiras por atos violentos de estudantes

O primeiro-ministro da Albânia, Edi Rama, afirmou nesta sexta-feira que influências estrangeiras estão por trás das manifestações estudantis que exigem sua renúncia e que têm se tornado cada vez mais violentas. Em um pronunciamento em vídeo, o premiê declarou que o movimento não tem relação com as reivindicações legítimas da juventude e apontou a existência de atores internacionais interessados em desestabilizar a paz no país.

Milhares de jovens marcharam pela capital Tirana na sexta-feira, no quarto dia consecutivo de confrontos com a polícia em frente ao ministério da educação. As forças de segurança utilizaram gás lacrimogêneo e jatos de água para conter a multidão, que atirou pedras, blocos de concreto e tijolos, além de atacar bancos e prédios governamentais, incluindo o escritório do chefe de governo.

Os atos também se espalharam para cidades como Elbasan, Shkodra e Korca, com relatos de vidros quebrados e lixeiras incendiadas. A onda de revolta atual intensificou-se após meses de protestos pacíficos iniciados pela venda de um trecho do litoral para um resort ligado a Jared Kushner, genro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A polícia informou que 160 pessoas foram detidas na quinta-feira à noite devido a atos de violência.

Os manifestantes exigem a saída de Rama do poder, além de mudanças no sistema de ensino e novas eleições, enquanto o governo nega acusações de corrupção. O premiê descartou renunciar, classificando sua saída como uma traição aos eleitores que lhe deram um mandato para concluir as negociações de entrada na União Europeia, meta que o país busca alcançar até 2028.

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