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Prisão de procurador-geral na Bolívia gera crise institucional

Ygara news
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Prisão de procurador-geral na Bolívia gera crise institucional

Autoridades da Bolívia efetuaram a prisão do procurador-geral da República, Roger Mariaca, na noite de quarta-feira (30). O chefe do Ministério Público conduzia inquéritos contra o operador digital argentino Fernando Cerimedo, investigado por tráfico de drogas, enriquecimento ilícito e tentativa de feminicídio. A detenção ocorreu no Aeroporto de Viru Viru e foi classificada pelo próprio órgão ministerial como um sequestro informal, realizado sem mandado judicial.

A ação policial na Bolívia atingiu outras 13 autoridades até a manhã de quinta-feira (1º), incluindo o ex-ministro Eduardo Del Castillo e o promotor Alberto Zeballos. Tanto Zeballos quanto Mariaca tiveram os vistos de entrada nos Estados Unidos revogados pela gestão de Donald Trump na última segunda-feira (28), sob acusações não comprovadas de corrupção e narcotráfico. O ministro do governo boliviano Marco Antonio Oviedo afirmou que o grupo liderava uma organização criminosa infiltrada para proteger o narcoterrorismo.

Eleito pelo parlamento em 2024 durante a gestão esquerdista de Luiz Arce para um mandato de seis anos, Roger Mariaca havia sugerido anteriormente que a sanção americana funcionava como retaliação às suas investigações transnacionais. O caso Cerimedo ganhou destaque regional e envolve conexões com líderes da direita latino-americana. A defesa do operador digital nega as acusações e classifica o processo como uma manobra de perseguição política.

Especialistas em relações internacionais divergem sobre os desdobramentos da operação, apontando tanto a forte infiltração histórica do narcotráfico nas instituições bolivianas quanto o uso geopolítico de medidas antidrogas pelos Estados Unidos. O Congresso da Bolívia agendou uma sessão para o próximo dia 5 de outubro com o intuito de debater a situação atual do Ministério Público após as prisões em massa.

Com informações de d24am.com.

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