Procurador-geral da Bolívia é preso após investigar argentino ligado à direita
Autoridades da Bolívia efetuaram a prisão do procurador-geral da República do país, Roger Mariaca, na noite da última quarta-feira (30). Ele coordenava investigações contra o operador digital argentino Fernando Cerimedo, que enfrenta acusações de tráfico de drogas, enriquecimento ilícito e tentativa de feminicídio. A captura ocorreu pouco depois de os Estados Unidos cancelarem o visto diplomático de Mariaca sob alegações de corrupção ou narcotráfico.
Além do chefe do Ministério Público, a polícia boliviana prendeu outras 13 autoridades até a manhã de quinta-feira (1º), incluindo o ex-ministro Eduardo Del Castillo e o procurador Alberto Zeballos. O Ministério Público denunciou o episódio nas redes sociais como um sequestro sem mandado judicial, enquanto o ministro de governo Marco Antonio Oviedo afirmou que o grupo liderado por Mariaca protegia o narcoterrorismo e integravaba uma organização criminosa infiltrada na justiça.
Especialistas ouvidos apontam motivação política nas ações coordenadas com apoio externo, destacando o histórico de interferências dos Estados Unidos na América Latina. O caso Cerimedo ganhou repercussão internacional e envolve figuras da extrema-direita na região. O operador argentino, apontado como aliado de redes conservadoras, foi detido na Bolívia em agosto deste ano e possui ligações políticas na Argentina e no Brasil.
Com informações de d24am.com.