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Protestos contra alto custo de vida se espalham pela Europa

Ygara news
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Protestos contra alto custo de vida se espalham pela Europa

As manifestações motivadas pela carestia na França começaram a repercutir em outros países do continente europeu, resultando em atos de menor proporção, mas com pautas semelhantes em nações como Albânia, Bélgica, Itália e Portugal. Até a tarde de sábado, autoridades francesas contabilizaram 140 atos em regiões distantes de Paris, incluindo cidades como Marselha, Lyon e Lille, impulsionados pela revolta popular contra o encarecimento dos produtos, a desigualdade social, cortes em gastos públicos e deficiências na educação.

Um representante do governo francês informou à agência AFP que mais de 800 mil pessoas participaram dos atos no país, enquanto o Ministério do Interior reportou 400 detenções. A administração do presidente Emmanuel Macron classificou o movimento como obra da ultraesquerda, e forças de segurança utilizaram gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes durante os confrontos. Reações policiais enérgicas também foram registradas em território italiano, onde agentes usaram gás lacrimogêneo perto da catedral de Milão e canhões d'água em Bolonha, após confrontos que resultaram em sete prisões.

Na Bélgica, estudantes realizaram atos em Bruxelas e Liège entoando palavras de ordem antifascistas para criticar a elevação nos preços da educação e reformas que, segundo eles, reduzem o acesso ao ensino superior, sendo reprimidos com o mesmo método policial. Em Lisboa, capital portuguesa, a população foi às ruas protestar contra os valores da moradia e despesas cotidianas, diante de uma crise habitacional agravada pela duplicação dos preços imobiliários desde 2017. A central sindical CGTP estimou a presença de dezenas de milhares de pessoas no ato português.

Diante do cenário, autoridades locais mantiveram uma postura firme contra as mobilizações populares. O ministro dos Assuntos Parlamentares de Portugal, Carlos Abreu Amorim, declarou que o governo não vai ceder à pressão das ruas, argumentando que soluções já estão sendo aplicadas. Na mesma linha, o primeiro-ministro francês Sébastien Lecornu afirmou que o Executivo não aceitará intimidações ou tentativas de imposição de agendas políticas por meio de violência.

Enquanto isso, na Albânia, estudantes exigiram a renúncia do primeiro-ministro Edi Rama em atos motivados por insatisfações com a corrupção estatal, desemprego e ensino precário, enfrentando disparos de projéteis de borracha pela polícia. Os protestos albaneses ganharam força com o apoio de manifestantes contrários a um projeto turístico de luxo no litoral associado a Jared Kushner, genro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Conforme dados da chefia policial albanesa, 1.067 pessoas foram presas e 388 enfrentaram processos criminais no país.

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