Protestos contra custo de vida geram violência e prisões na Itália
Manifestações contra a alta do custo de vida na Itália, inspiradas por atos recentes na França, resultaram em confrontos violentos com as forças de segurança em várias cidades do país. A situação mais grave ocorreu em Milão, onde a marcha começou na Via Broletto e se transformou em cenas de guerrilha urbana na Piazza Duomo. A polícia utilizou gás lacrimogêneo, canhões de água e jatos de hidrante para dispersar os manifestantes, que responderam com fogos de artifício, extintores e arremesso de objetos.
O balanço oficial em Milão registrou 25 feridos, incluindo dez policiais, embora nenhum em estado grave. Lojas do centro foram vandalizadas, estações de metrô fecharam e mobiliário urbano foi destruído. Ao todo, 50 pessoas foram detidas na capital lombarda, sendo metade delas menores de idade. Tumultos semelhantes também foram registrados em Turim, onde 12 indivíduos foram interceptados portando coqueteles molotov e pedras, e em Bolonha, nos arredores da estação ferroviária.
Lideranças políticas italianas reagiram duramente aos episódios de violência. A primeira-ministra Giorgia Meloni condenou os atos e cobrou clareza da oposição, enquanto os vice-premiês Antonio Tajani e Matteo Salvini criticaram a esquerda pelo ocorrido. Por outro lado, o prefeito de Milão, Giuseppe Sala, classificou as agressões como injustificadas, mas ponderou que as motivações originais do protesto eram compreensíveis.