Reino Unido estuda taxar carros elétricos chineses para entrar em bloco
O governo britânico evitou descartar a imposição de taxas sobre veículos elétricos fabricados na China para viabilizar a entrada do país no programa europeu conhecido como Made in Europe. A mudança de postura ocorre após a França retirar a oposição à participação britânica na iniciativa, cujo propósito é barrar importações subsidiadas de Pequim e proteger a indústria local.
Em resposta, a embaixada da China em Londres declarou oposição firme a qualquer prática discriminatória ou medida restritiva contra produtos chineses. Representantes diplomáticos afirmaram que o protecionismo comercial viola as regras da Organização Mundial do Comércio. Enquanto isso, autoridades em Londres ressaltam que o país mantém autonomia comercial, embora o setor automotivo pressione por um acordo para evitar perdas bilionárias na cadeia de suprimentos.
A proposta franco-alemã apresentada estabelece que a adesão britânica exige alinhamento dinâmico com as defesas comerciais da União Europeia, o que inclui adotar as tarifas aplicadas aos carros chineses em 2024. Parlamentares e líderes industriais divergem sobre os impactos da medida, ponderando entre proteger os fabricantes locais da concorrência barata e o risco de inflação ou retaliação comercial por parte de Pequim.