Riqueza energética africana convive com milhões sem eletricidade
O continente africano detém reservas colossais de combustíveis fósseis e minerais essenciais para a transição energética global, como cobalto e manganês. Líderes do setor, investidores e ministros da energia se reúnem em Cidade do Cabo para a African Energy Week, evento que acontece até 16 de outubro com foco em financiamento e no combate à pobreza energética.
A África possui cerca de 125 bilhões de barris de petróleo bruto comprovado, o que equivale a 7,2 por cento do total mundial. Líbia e Nigéria respondem por quase 70 por cento dessas reservas, somando 48,4 bilhões e 36,9 bilhões de barris, respectivamente. Em 2024, a Nigéria destacou-se como a maior produtora do continente, respondendo por cerca de 23 por cento da produção africana de óleo.
Em termos de gás natural, a região registrou quase 18 trilhões de metros cúbicos em reservas comprovadas ao final de 2023, liderada por Nigéria e Argélia. Além disso, as nações africanas dominam a extração de insumos para veículos elétricos, respondendo em 2025 por 71,2 por cento da produção mundial de cobalto e 72,4 por cento de manganês, com forte atuação da República Democrática do Congo e da África do Sul.
Apesar dessa imensa riqueza subterrânea, a distribuição de energia elétrica é extremamente desigual e 560 milhões de pessoas na África Subsaariana continuam sem acesso à eletricidade, conforme dados da Organização Mundial da Saúde. Enquanto nações como Argélia, Egito e Marrocos relataram acesso universal em 2024, países como o Sudão do Sul registram apenas 5,4 por cento de cobertura, deixando comunidades inteiras dependentes de velas e lampiões de querosene.
Com informações de aljazeera.com.