Seca ligada ao El Niño eleva risco de incêndios na Amazônia, diz Nasa
A Nasa divulgou nesta quinta-feira (15) que a estiagem associada ao fenômeno El Niño está deixando a floresta amazônica altamente vulnerável a queimadas. Conforme a agência espacial norte-americana, cientistas preveem uma temporada prolongada e bastante intensa de incêndios florestais no bioma.
Equipamentos orbitais já registraram uma alta expressiva de focos de calor e fumaça na região, cenário que ficou evidente em Manaus, onde o ar poluído provocou a suspensão de aulas e de atividades externas. O pesquisador Douglas Morton destacou que essas ocorrências próximas à capital amazonense e a Santarém, no Pará, integram uma sequência de eventos extremos nos trópicos.
O estudo liderado por Morton compara a situação atual ao padrão observado durante o El Niño de 2015-2016 e à grave seca histórica enfrentada pela Amazônia em 2023, que esvaziou rios, isolou comunidades e prejudicou a economia local. O especialista reforça que a ação humana continua sendo a principal causa das chamas, seja para limpeza do solo ou desmatamento, já que raios raramente provocam incêndios na região.
Para os próximos meses, a expectativa é de que o fogo avance ainda mais sobre Roraima, norte do Pará, Amapá e países vizinhos, como Venezuela, Guiana e Suriname, além de ameaçar o sul amazônico e o Paraguai no próximo ano. Diante da severidade do quadro, o cientista faz um apelo para que a população evite qualquer tipo de queima controlada neste período.