Sessenta países condenam tarifas em rotas marítimas
Um grupo de sessenta nações firmou uma declaração nesta segunda-feira para assegurar a liberdade de tráfego nos oceanos e repudiar a imposição de pedágios em passagens aquáticas internacionais. A iniciativa reuniu governos integrantes da União Europeia, além de nações como Austrália, Japão e Reino Unido.
O debate sobre a taxação de embarcações ganhou força após o início do conflito entre Estados Unidos e Irã em 28 de fevereiro, com especulações frequentes sobre custos extras para cruzar o Estreito de Ormuz. Em julho, Donald Trump chegou a sugerir uma taxa de 20 por cento sobre cargas, mas voltou atrás no dia seguinte, enquanto Teerã e Omã discutiam uma administração conjunta da via.
A tensão na área aumentou com registros frequentes de violência contra navios de carga, incluindo a explosão de um petroleiro após o impacto com uma mina naval relatada pela Guarda Revolucionária iraniana no sábado. Dados de segurança marítima apontam que o período entre 28 de setembro e 5 de outubro registrou o maior volume de incidentes semanais contra embarcações de energia desde o início das hostilidades.
O Estreito de Ormuz, situado entre o território iraniano e Omã, conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e representa uma artéria vital para o suprimento energético global, por onde transita cerca de um quinto do petróleo mundial. As hostilidades contínuas entre Washington e Teerã têm gerado impactos severos no transporte de cargas, encarecido apólices de seguro e fretes, e gerado instabilidade no mercado internacional de petróleo.
Com informações de g1.globo.com.