Sindicato egípcio defende jornalistas presos
O presidente do Sindicato dos Jornalistas do Egito, Khaled Elbalshy, declarou no domingo que a entidade vai seguir lutando pela liberdade de imprensa, mesmo enfrentando pressões após defender seis profissionais de comunicação detidos no mês passado sob acusação de integrarem um grupo terrorista. Os profissionais trabalham para o site investigativo Matsadaash e tiveram a prisão preventiva decretada por 15 dias após comparecerem perante a Promotoria Suprema de Segurança do Estado.
As prisões ocorreram nos dias 28 e 29 de setembro, alvejando os jornalistas Mohamed Adel, Mohamed Ashraf Abu Emeira, Islam Barakat, Omar Helal, Mohamed Mahmoud e Abdallah Qadry. A promotoria os acusa de ligações com a Irmandade Muçulmana, considerada organização terrorista pelo governo egípcio, embora o cofundador do site, Abdelrahman Mansour, negue qualquer vínculo com o grupo político.
A entidade sindical apresentou uma denúncia formal ao Ministério Público egípcio após relatos de que os profissionais teriam sofrido tortura, incluindo espancamentos e choques elétricos, além de coerção para gravar confissões falsas. As autoridades do Egito negaram as acusações de maus-tratos, enquanto comentaristas alinhados ao governo criticaram o sindicato por prestar apoio aos investigados.
A Iniciativa Egípcia pelos Direitos Pessoais, cujos advogados representam os detidos, apontou que eles ficaram incomunicáveis nos primeiros dias e que o caso é tratado sob a Lei Antiterrorismo de 2015. Fundado em 2018 como plataforma de checagem, o Matsadaash já havia sofrido pressões governamentais anteriormente, incluindo a detenção temporária de outro repórter do veículo no ano passado.
Com informações de aljazeera.com.