Stellantis e Renault defendem inclusão do Reino Unido em regras da UE
Dirigentes das montadoras Stellantis e Renault manifestaram apoio para que o Reino Unido seja integrado às propostas de proteção à indústria automotiva da União Europeia. Emanuele Cappellano, responsável pelas marcas europeias da Stellantis, e François Provost, presidente-executivo da Renault, defenderam que o território britânico seja equiparado aos vinte e sete países do bloco na futura legislação voltada ao setor. As declarações foram feitas durante o Salão do Automóvel de Paris, evento que contou com a presença do presidente francês Emmanuel Macron.
A iniciativa legislativa, conhecida como Feito na Europa, busca garantir que subsídios governamentais e compras públicas priorizem fabricantes locais em vez de concorrentes estrangeiros. No entanto, a definição exata de quais nações farão parte do escopo tem gerado debates, com alguns setores da indústria e políticos franceses ponderando a exclusão britânica devido ao Brexit. Representantes de entidades do setor automotivo apoiam a participação do Reino Unido, ressaltando os fortes laços históricos e a presença de fábricas na região, como a unidade da Stellantis em Ellesmere Port, em Merseyside.
Em contrapartida, os executivos alertaram que o governo britânico precisa adotar medidas para limitar a entrada de veículos chineses no mercado local. Provost afirmou que um acordo exige compromisso mútuo com a ambição industrial europeia, o que implica impor restrições ou exigir investimentos profundos na cadeia de suprimentos e tecnologia por parte de marcas asiáticas. Atualmente, o Reino Unido tem mantido o mercado aberto e rejeitado tarifas, embora a medida esteja sob análise governamental.
A pressão sobre a indústria europeia é intensa devido à baixa demanda e aos altos investimentos na transição para veículos elétricos, cenário que impulsionou a participação de marcas da China. Enquanto a União Europeia confirmou recentemente um teto anual de trezentos e cinquenta mil híbridos importados da China, os líderes do setor reforçam que Londres precisa definir suas prioridades estratégicas para proteger sua base fabril.
Com informações de theguardian.com.