Super El Niño provoca estragos climáticos ao redor do planeta
O fenômeno climático El Niño tem provocado impactos severos em diversas regiões do planeta, gerando desde secas severas até inundações extremas. O evento ocorre quando as águas superficiais do Oceano Pacífico Oriental se aquecem de forma atípica, um ciclo que se repete a cada dois a sete anos e que, desta vez, combina-se com o aquecimento global impulsionado pelas atividades humanas.
No Corredor Seco da América Central, a falta de chuvas tem prejudicado a pecuária, deixando rebanhos extremamente debilitados devido à escassez de pastagem. Em El Salvador, os termômetros registraram temperaturas muito acima da média em agosto. Por outro lado, o fenômeno também provocou chuvas torrenciais na América do Sul, fazendo com que o rio Iguaçu fluísse seis vezes acima do normal na semana passada e obrigando autoridades da Argentina a fecharem passarelas turísticas, incluindo o acesso à Garganta do Diabo.
Os riscos também afetam os ecossistemas marinhos e florestais, com especialistas alertando que 44 por cento das espécies formadoras de recifes de corais enfrentam risco de extinção devido ao estresse térmico. Além disso, o aumento do risco de incêndios florestais e as quebras de safras em locais como o Sudão agravam a vulnerabilidade alimentar de populações já afetadas por conflitos e crises econômicas.
Autoridades internacionais e meteorologistas divergem sobre a intensidade exata em comparação com registros históricos, mas cientistas concordam que se trata de um dos eventos mais fortes já observados. Enquanto o fenômeno natural continua ditando variações climáticas drásticas, especialistas reforçam a necessidade urgente de reduzir as emissões globais para mitigar os impactos combinados das mudanças climáticas.