Trabalho infantil atinge menor patamar histórico no país
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou nesta sexta-feira que o país registrou 1,499 milhão de crianças e adolescentes exercendo atividades laborais em 2025. O montante representa 4,0% da população na faixa etária de 5 a 17 anos e configura o menor patamar da série histórica iniciada em 2016, mostrando um recuo de 9,2% na comparação com o ano anterior.
Especialistas apontam que a diminuição decorre de uma conjunção entre mercado de trabalho aquecido, maior renda nas famílias e o reforço nas ações de fiscalização e proteção conduzidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego e pelo Ministério Público do Trabalho. O programa Bolsa Família exerceu papel fundamental nesse processo, sendo responsável por mais de 95% da queda nacional observada entre 2024 e 2025, com a retirada de 144 mil menores dessa condição.
Historicamente, o indicador apresentou retração de 28,6% no intervalo entre 2016 e 2025, apesar de um aumento registrado em 2022 em decorrência dos reflexos da pandemia. A legislação brasileira veda totalmente o labor para menores de 13 anos, permitindo apenas a condição de aprendiz para adolescentes de 14 a 15 anos, e exigindo formalidade e segurança para a faixa de 16 a 17 anos.
As atividades econômicas que mais empregaram esse público foram o comércio e a reparação de veículos, respondendo por 29,0% dos casos, seguidas pela agropecuária e pesca com 16,7%, indústria com 12,5%, setor de alojamento e alimentação com 12,2%, e serviços domésticos com 6,5% do total.