Trump enfrenta resistência após acordo para importar diesel russo
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está enfrentando forte oposição devido ao plano de importar diesel da Rússia, em meio à disparada global dos preços dos combustíveis provocada pelo conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, iniciado no final de fevereiro. Na última sexta-feira, Trump anunciou que o líder russo Vladimir Putin concordou em liberar 300 mil toneladas de diesel de forma imediata para o mercado americano e global, com novos carregamentos previstos para os próximos meses.
A medida contraria uma legislação sancionada semanas antes pelo próprio governo americano, que impõe novas penalidades e tarifas a nações compradoras de petróleo e gás da Rússia. Parlamentares democratas e republicanos apontaram que o acordo viola as leis do país e serve como um suporte financeiro a Moscou. Sete senadores, sendo quatro republicanos e três democratas, assinaram uma declaração pedindo a reversão da decisão e lembrando que o Congresso baniu a importação de energia russa em 2022.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, classificou o acerto como um presente a Putin e um investimento em um conflito que precisa terminar. Por outro lado, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, defendeu o pacto, argumentando que ele utiliza canais legais existentes para reduzir os custos para os cidadãos americanos, especialmente agricultores e caminhoneiros, antes das eleições de meio de mandato no próximo mês.
O Tesouro americano suspendeu temporariamente as sanções sobre o diesel russo até o dia 7 de abril como parte da tratativa. Enquanto analistas questionam a capacidade da Rússia de suprir os volumes prometidos e o impacto real nos preços ao consumidor, líderes internacionais como o primeiro-ministro canadense Mark Carney e o secretário de Defesa britânico Wes Streeting também criticaram a iniciativa americana.
Com informações de bbc.co.uk.