Trump nega ter limitado acesso da Ucrânia ao sistema Starshield
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta sexta-feira que não foi o responsável por restringir o acesso da Ucrânia à rede militar Starshield, variante do sistema de internet Starlink. A limitação reduziu a velocidade de drones ucranianos para 160 quilômetros por hora na última terça-feira, o que comprometeu a defesa do país contra ofensivas russas e deixou cerca de 600 mil pessoas sem energia elétrica após ataques letais.
Questionado por repórteres ao sair da Casa Branca, Trump afirmou que o problema não partiu dele e nem de Elon Musk, proprietário da SpaceX, empresa que opera o serviço. O próprio bilionário sugeriu que o governo americano estaria por trás do congelamento, enquanto a agência de notícias Reuters apontou, citando fontes oficiais na quinta-feira, que a ordem teria surgido de dentro da Casa Branca.
A polêmica ocorre em meio a crescentes atritos entre Washington e Kiev devido à retomada dos ataques ucranianos contra refinarias de petróleo russas, ação criticada por Trump após um acordo de cessar-fogo na área energética que Moscou não chegou a confirmar. Diante da interrupção da rede, um grupo bipartidário de senadores americanos enviou uma carta exigindo uma investigação formal sobre o caso.
Enquanto isso, durante uma cúpula em Bruxelas encerrada na sexta-feira, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky buscou apoio de líderes da União Europeia para enfrentar o próximo inverno e financiar o esforço de guerra. O presidente francês Emmanuel Macron garantiu que os países europeus não vão abandonar Kiev e trabalham para auxiliar o país com sistemas de satélite e alerta precoce.