TSE não acha fake news em canal de André Janones ligado a apoiadores de Lula
A equipe técnica do Tribunal Superior Eleitoral informou ao ministro e presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, que nenhuma publicação com conteúdo falso foi localizada no canal de WhatsApp denominado Exército do Lula, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). A averiguação ocorreu em Brasília (DF) após questionamentos formais apresentados pela campanha do candidato presidencial Flávio Bolsonaro (PL), que alegava a propagação de inverdades para engajar os eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O escrutínio abrangeu o período entre 2 e 11 de outubro de 2026, avaliando textos, links, títulos, miniaturas e áudios compartilhados. O relatório apontou, contudo, a exclusão de mensagens em 7 de setembro, o que impedia a recuperação total do histórico. Mesmo sem achar as desinformações relatadas, os peritos localizaram duas menções temáticas correlatas, como uma imagem da plataforma X sobre a Constituição e uma citação a respeito de um pedido financeiro direcionado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, embora insuficientes para validar as denúncias iniciais. Também houve checagem no aplicativo Telegram, sem novos achados.
O grupo digital ganhou relevância após Lula alcançar o segundo lugar no primeiro turno das votações de 2026, servindo para estruturar a militância online com cerca de 55 mil seguidores acompanhados no início de outubro e um alcance que chegou a 3,3 milhões de apoiadores. A atuação estratégica atraiu o escrutínio dos rivais políticos devido aos métodos de engajamento empregados.
Os especialistas do tribunal destacaram que a estratégia envolveu táticas de mobilização coordenada, com ordens para publicações simultâneas, uso em massa de hashtags e interações em horários combinados, potencializando a visibilidade de pautas. O documento também mencionou o emprego constante de termos bélicos, a exemplo de exército, soldados e missões, transformando o embate político em um cenário de confronto.
Apesar dos alertas sobre a complexidade em fiscalizar ambientes com mensagens apagadas e da preocupação com o tom adotado, a auditoria concluiu que não foram achadas as postagens irregulares específicas denunciadas pela chapa de Flávio Bolsonaro, restringindo-se aos dados passíveis de apuração técnica.
Com informações de amazonnews.app.