TV Globo cancela debate presidencial após decisões judiciais
A TV Globo cancelou na quinta-feira o debate entre os candidatos à Presidência que aconteceria às 21h30, a menos de uma hora do início programado. A emissora apontou que decisões judiciais de última hora geraram insegurança jurídica e representaram uma interferência indevida na liberdade de organização de eventos eleitorais.
O cancelamento ocorreu após modificações nas regras determinadas pelo Tribunal Superior Eleitoral e pelo Supremo Tribunal Federal. A ministra Estela Aranha, do TSE, atendeu a um pedido da campanha de Lula e proibiu a exibição de púlpito vazio com o nome do candidato e as perguntas direcionadas a ele. Paralelamente, decisões permitiram a inclusão de novos participantes, como Romeu Zema e Renan Santos, alterando o formato acordado com os partidos.
Candidatos que já estavam nos estúdios no Rio de Janeiro criticaram o desfecho. Romeu Zema chamou o episódio de vergonha nacional, enquanto Ronaldo Caiado classificou as ordens judiciais como uma afronta à democracia. Augusto Cury lamentou a falta de debate de ideias, e Renan Santos acusou os principais líderes nas pesquisas de fuga. Flávio Bolsonaro, que havia desistido de comparecer citando censura do TSE, realizou uma transmissão ao vivo no horário do evento.
Associações de imprensa, incluindo ABERT, ANER e ANJ, divulgaram nota conjunta repudiando a intervenção judicial e prestando solidariedade à emissora. As entidades classificaram o ocorrido como uma agressão à liberdade de imprensa e ao direito dos eleitores de conhecerem as propostas dos concorrentes. No horário reservado ao debate, a emissora exibiu a programação regular de novela.
Com informações de bbc.com.