UE aposta em acordos de livre-comércio para diversificar parcerias globais
O comissário europeu de comércio, o eslovaco Maros Sefcovic, afirmou que o cenário global está mais politizado, mas negou a existência de um conflito comercial entre a União Europea e os Estados Unidos. Segundo ele, a prioridade do bloco europeu é intensificar a busca por novos acordos de livre-comércio para diversificar sua rede de parceiros comerciais, embora os americanos continuem sendo os principais parceiros individuais da região.
Em relação ao acordo provisório entre a União Europeia e o Mercosul, em vigor desde 1o de maio de 2026, Sefcovic destacou um avanço expressivo nas trocas comerciais. Entre maio e agosto do mesmo ano, as exportações brasileiras para o bloco europeu registraram alta de 23,5%, impulsionadas por produtos como abacates, óleo de milho bruto e café torrado. O comissário também comentou as declarações do candidato presidencial Flávio Bolsonaro sobre uma eventual saída do Brasil do Mercosul, pontuando que o tratado continuaria válido para o país e que confia na solidez da parceria bilateral.
Sobre as barreiras sanitárias impostas à carne bovina brasileira devido ao uso de antimicrobianos, Sefcovic classificou como positivas as auditorias recentes realizadas no Brasil. As conclusões serão apresentadas aos Estados-membros para viabilizar a retomada do fluxo, embora autoridades sanitárias tenham estimado um prazo de até dois anos. Paralelamente, o bloco aplicou cotas às importações de aço da siderurgia brasileira para proteger o mercado europeu da sobrecapacidade global, medida que gerou perda de capacidade industrial e postos de trabalho na Europa.
Por fim, o representante europeu ressaltou que a diplomacia e o entendimento conjunto prevalecem sobre o confronto nas negociações com Washington, resultando em limites para tarifas e exceções em setores estratégicos. Atualmente, a União Europeia mantém dezenas de acordos comerciais vigentes e segue expandindo sua rede diplomática e econômica pelo mundo para garantir cadeias de suprimentos mais estáveis e resilientes.
Com informações de www1.folha.uol.com.br.