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Um ano de trégua fictícia em Gaza e escalada de violência

Ygara news
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Um ano de trégua fictícia em Gaza e escalada de violência

O chamado cessar-fogo em Gaza completou seu primeiro aniversário no dia 10 de outubro, mas mais de 100 entidades humanitárias e de direitos humanos afirmam que o acordo existe apenas no nome. Dados da Islamic Relief indicam que as forças israelenses mataram ou feriram palestinos na região a cada 90 minutos, em média, desde o início da trégua. O Ministério da Saúde local registrou 1.493 mortes e 5.299 feridos até o dia 12 de outubro, elevando o total acumulado desde outubro de 2023 para 74.382 óbitos.

O conselho de transição responsável pela supervisão da Faixa, o Board of Peace, falhou na maioria de suas metas centrais após doze meses. Nenhuma força internacional de estabilização foi enviada, a entrada de caminhões com ajuda humanitária ocorre a um terço do volume combinado, e Israel assumiu o controle de quase dois terços do território. Paralelamente, o avanço militar sobre bairros residenciais da Cidade de Gaza provocou novos deslocamentos forçados de moradores locais.

A temporada da colheita de azeitonas também enfrentou forte resistência com ações de colonos e soldados israelenses. Relatos apontam que produtores foram atacados, mortos, impedidos de acessar suas terras ou expulsos por meio de caixas de som em drones militares, além de sofrerem com roubos recorrentes de safras. Em meio a esse cenário, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, adiou as eleições legislativas para setembro, justificando a decisão com as restrições impostas por Israel e a violência dos colonos.

Na esfera política israelense, com o pleito parlamentar marcado para 27 de outubro, a aliança Joint List manifestou disposição para apoiar externamente uma coalizão contra o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Em troca, o grupo exige compromissos políticos, incluindo o avanço rumo à criação de um Estado palestino. Enquanto isso, tribunais locais rejeitaram recursos e permitiram o início da demolição de cerca de 60 residências na vila beduína não reconhecida de al-Dahiya, no Naqab.

Com informações de aljazeera.com.

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