Universidades e escolas suspendem aulas presenciais devido à fumaça
A Universidade do Estado do Amazonas e o Instituto Federal do Amazonas anunciaram a paralisação das atividades presenciais, tanto acadêmicas quanto administrativas, no período de 19 a 23 de outubro. A decisão, comunicada no domingo (18), foi motivada pelos índices alarmantes de poluição do ar provocados pelas queimadas na região.
A Universidade Federal do Amazonas também aderiu à medida, suspendendo o atendimento presencial em Manaus e no campus de Itacoatiara, situado a 176 quilômetros em linha reta da capital, nos dias 19 e 20 de outubro. Conforme a instituição, as tarefas poderão ocorrer de maneira remota ou assíncrona durante este intervalo.
Na capital, o Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental da UEA apontou concentrações severas de partículas finas, com marcas que variaram entre 366,8 e 465,6 microgramas por metro cúbico no sábado (17). No interior, cidades como Autazes, que registrou 194 focos de calor entre 1º e 15 de outubro, e Manacapuru também sofreram com a densa cortina de fumaça e o avanço dos incêndios.
Diante do cenário crítico, a Defesa Civil aconselhou a população a usar máscaras, evitar exercícios ao ar livre e manter residências fechadas, com atenção especial para gestantes, crianças, idosos e portadores de enfermidades respiratórias ou cardiovasculares. Embora uma chuva registrada no domingo tenha feito o índice cair de 258,3 para 79,9 microgramas por metro cúbico em um dos pontos de monitoramento do Selva, a qualidade do ar ainda permaneceu em patamares inadequados.
As redes pública municipal e estadual de ensino também paralisaram as aulas presenciais nesta segunda-feira (19) em Manaus, além de municípios como Autazes e Nova Olinda do Norte, distantes 113 e 135 quilômetros da capital, respectivamente. A Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar destacou que a paralisação segue orientações técnicas conjuntas da SES-AM e da FVS-RCP para resguardar a integridade física de alunos e servidores.