Vazante no Rio Tapajós ameaça carga de barcaças
A baixa do Rio Tapajós diminuiu a profundidade em trechos do trajeto utilizado por comboios de barcaças para escoar grãos entre Miritituba e Santarém. Conforme o Serviço Geológico do Brasil, as embarcações cheias precisam de 4,5 metros de profundidade, mas essa marca já está comprometida em parte do percurso, o que pode forçar as companhias a diminuírem o volume transportado nas semanas seguintes.
Apesar do alerta, a Associação dos Terminais Portuários e Estações de Transbordo de Cargas da Bacia Amazônica relatou que as operações continuam normais por enquanto. Dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários apontam que 2.217.398 toneladas de mercadorias, com predomínio da soja, passaram pela via no primeiro bimestre de 2026. A régua do SGB registrou 3,44 metros em Itaituba e 3,84 metros em Santarém, marcas ainda superiores aos 0,83 metro vistos no pior momento da estiagem de 2024.
Apesar de a situação atual estar distante daquela crise severa, pesquisadores destacam que o fundo do rio varia e há pontos com restrições. Áreas como Fordlândia, Barreiras e Pimental possuem trechos com cerca de 2 metros de profundidade. O SGB e a entidade portuária apontam locais como Itapaiúnas, Barranco do Navio e Monte Cristo como passagens críticas devido a bancos de areia e pedrais.
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes avalia que são necessários ao menos 2,5 metros de profundidade no Baixo Tapajós. Caso a vazante prossiga, restrições operacionais serão inevitáveis. Além disso, a Portaria número 52 de 2024 da Marinha estabelece que, se a régua de Itaituba marcar 3 metros, as companhias precisarão executar levantamentos hidrográficos para checar os canais.
Com informações de amazonasatual.com.br.