Voo da flydubai tem luta corporal e quase cai a caminho de Israel
Por volta das nove e meia da manhã de quarta-feira, uma passageira percebeu barulhos intensos vindos da porta da cabine em um voo regular da flydubai que partia de Dubai com destino a Tel Aviv. Ao conseguir abrir a entrada com a ajuda da tripulação, testemunhas depararam-se com o piloto indiano Smit Machchhar gravemente ferido e ensanguentado, enquanto o co-piloto desferia golpes com uma arma branca e os comandos do Boeing 737 ficavam completamente abandonados.
O avião entrou rapidamente em um mergulho acentuado, perdendo milhares de pés de altitude em poucos instantes, o que gerou pânico entre os cento e oitenta e dois passageiros. Contudo, um grupo no interior da aeronave agiu prontamente para render o agressor, enquanto dois pilotos que viajavam como passageiros assumiram o controle e conseguiram realizar um pouso de emergência cerca de noventa minutos depois em Tabuk, na Arábia Saudita.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que o co-piloto sofria de radicalização islamista e tinha a intenção de matar judeus, apontando indícios de extremismo em redes sociais. Especialistas em contraterrorismo, no entanto, questionam se a motivação era exclusivamente o suicídio, levantando suspeitas sobre possíveis ligações com redes extremistas regionais influenciadas pelo conflito em Gaza.
As autoridades dos Emirados Árabes Unidos ordenaram uma investigação aprofundada para esclarecer as circunstâncias do ataque, verificar conexões com grupos terroristas e avaliar falhas na triagem de tripulantes. O episódio recoloca em debate a segurança da aviação civil mundial, especialmente no que tange aos mecanismos de acesso às cabines e aos rigorosos testes psicológicos e ideológicos aplicados aos profissionais da área.
Com informações de theguardian.com.