Zelensky acusa Trump de tentar empurrar Ucrânia para a rendição
Na segunda-feira, 19 de maio, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, declarou que o seu governo deixou de receber avisos de inteligência dos Estados Unidos a respeito de ofensivas russas. Na mesma ocasião, ele acusou o presidente americano, Donald Trump, de tentar coagir a Ucrânia a aceitar a rendição no conflito.
A declaração ocorreu após um bombardeio russo que disparou 16 mísseis e 270 drones contra Kiev e áreas próximas, resultando em quatro mortes, mais de 50 feridos e danos em 28 unidades de energia, deixando meio milhão de moradores sem luz e água. Conforme reportado pelo jornal Washington Post, a gestão de Trump também vetou o envio de mísseis interceptadores essenciais para a defesa ucraniana.
Recentemente, Donald Trump alterou a postura histórica americana em relação a Moscou ao suspender sanções e fechar um pacto para a importação de diesel russo, justificando as medidas como parte de uma estratégia para viabilizar negociações de paz. Por outro lado, Trump criticou Zelensky por supostamente prolongar a guerra e por atacar refinarias russas, o que afetaria o setor agrícola e corporativo dos Estados Unidos.
Com o desgaste do conflito e o encarecimento do custo de vida no território americano, a taxa de aprovação de Donald Trump despencou para o patamar mínimo de 31 por cento, de acordo com pesquisa da Reuters divulgada na mesma segunda-feira.