Ações de Kassio no TSE geram críticas e mal-estar interno
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, virou alvo de fortes contestações nos bastidores da corte. Ministros de uma ala do tribunal apontam indícios de alinhamento do magistrado com a campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Especialistas em direito eleitoral também manifestaram estranhamento diante das medidas recentes adotadas pelo chefe do tribunal.
O principal motivo de atrito foi a ordem emitida para derrubar o canal Exército do Lula no WhatsApp, medida que atropelou a atuação do corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva. O corregedor já analisava o caso e acabou restabelecendo a ferramenta horas mais tarde, gerando um desgaste interno que parte dos ministros classifica como quebra de confiança institucional.
Além do caso do aplicativo de mensagens, magistrados opositores contabilizam várias ocasiões em que Kassio interrompeu julgamentos virtuais onde já havia maioria formada para beneficiar o petista. Para esse grupo, os pedidos de destaque servem como manobra para manter ativas decisões desfavoráveis ao candidato do PT por períodos mais longos.
A defesa da atuação do presidente da corte sustenta que suas decisões seguem critérios técnicos padronizados e que os recursos apresentados tratam de temas distintos. O magistrado nega qualquer tipo de favorecimento político e classifica as reclamações internas como tentativas de intimidação à sua independência na condução do processo eleitoral.
Com informações de www1.folha.uol.com.br.