Alberta rejeita separação e consolida posição do Canadá
Mais de dois terços dos eleitores da província de Alberta decidiram que a região deve continuar integrada ao Canadá, conforme indicaram os resultados preliminares divulgados na segunda-feira. A consulta popular rejeitou o movimento separatista e representou um forte respaldo ao primeiro-ministro Mark Carney, que havia apelado publicamente pela unidade nacional durante comícios na semana passada.
A província abriga a maior parte das reservas comprovadas de petróleo e gás do país, desempenhando papel central na estratégia de Ottawa para enfrentar pressões comerciais dos Estados Unidos. Thomas Lukaszuk, líder da campanha pró-Canadá, afirmou que o resultado envia uma mensagem clara ao exterior, em um momento em que o presidente americano faz ameaças frequentes de anexação territorial.
Apesar da rejeição ao separatismo, líderes separatistas admitiram recentemente que viajaram a Washington no ano passado para discutir com o Departamento de Estado os planos de uma Alberta independente, incluindo a construção de um oleoduto voltado para o Pacífico. Paralelamente, Carney e a líder provincial Danielle Smith têm trabalhado em conjunto para viabilizar saídas para o escoamento de energia para o mercado asiático.
Especialistas apontam que, embora o plebiscito tenha gerado debates internos sobre custos de imigração e poderes provinciais, governos estrangeiros e investidores mantêm foco na estabilidade regulatória e em megaprojetos de infraestrutura. Com a vitória da unidade, o primeiro-ministro ganha fôlego político interno e consolida sua liderança diante dos desafios econômicos internacionais.