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Amazonas aplica R$ 235 milhões em multas e registra duas prisões por queimadas

Ygara news
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O governo amazonense divulgou neste sábado, dia 17, um novo panorama das ações conduzidas pela Operação Tamoiotatá, força-tarefa voltada para reprimir delitos ambientais e focos de calor. Até o momento, o trabalho conjunto acumulou 504 autos de infração, 296 termos de embargo que superam 34,8 mil hectares e um total de R$ 235,9 milhões em penalidades pecuniárias, resultando em apenas duas prisões.

Iniciada em 23 de fevereiro e atualmente na décima fase, a mobilização envolve 412 agentes públicos em 13 municípios. Paralelamente, os bombeiros atuaram em 22.557 ocorrências de fogo entre 1 de junho e 16 de outubro, sendo 17.959 no interior e 4.598 na capital, enquanto a Delegacia Especializada em Meio Ambiente catalogou 90 boletins de ocorrência sobre chamas na vegetação de janeiro a outubro.

O relatório oficial, contudo, não especifica o contexto das duas detenções registradas, não esclarece se os valores das multas foram quitados e não aponta quantos processos avançaram na esfera criminal. Para tentar responsabilizar os donos das terras afetadas, a polícia planeja requisitar ao Ipaam os registros do Cadastro Ambiental Rural.

Para tentar conter o avanço das chamas, o estado mantém outras frentes como as operações Alerta Fogo e Amazonas Mais Verde, além de contar com bases fixas em 25 municípios e mais de mil brigadistas e bombeiros. Diante da vastidão territorial e das dificuldades logísticas, o comando do Corpo de Bombeiros solicitou ao governo federal o envio de quatro aeronaves de grande porte para o período entre 25 de outubro e 25 de dezembro.

A intensificação do monitoramento ocorre após o estado decretar situação de emergência em 10 de outubro por 180 dias, suspendendo o uso de fogo para limpeza e manejo pelo prazo de 120 dias. As autoridades continuam utilizando drones, imagens via satélite e bases terrestres para localizar novos focos e punir os responsáveis pelos danos ecológicos.

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