Ativistas protestam contra Meta em São Paulo por restrições
Diversas organizações de direitos digitais realizaram um protesto nesta segunda-feira (19), às 17h, em frente à sede da Meta na Avenida Brigadeiro Faria Lima, na zona oeste de São Paulo. O ato foi organizado por entidades como CTRL+Z, Código Não Binário, Artigo 19, Diracom, Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação e Sleeping Giants Brasil para cobrar transparência e o fim de restrições a conteúdos políticos nas plataformas.
A mobilização aconteceu após a revelação de mensagens internas de funcionários da Meta que reconheceram falhas técnicas prejudicando contas ligadas ao presidente Lula, enquanto perfis de opositores apareciam indevidamente em recomendações. A campanha de Lula estimou que 1,3 milhão de pessoas deixaram de ver anúncios devido a um bloqueio de impulsionamento por quase 24 horas em 9 de outubro.
A Meta negou favorecer candidaturas e atribuiu os episódios a questões técnicas distintas. No entanto, o grupo CTRL+Z reuniu mais de mil relatos de quedas de alcance e banimentos, além de apontar diferenças no funcionamento da Meta IA. Outras entidades também questionaram a Procuradoria sobre o alcance atípico de vídeos do deputado Nikolas Ferreira.
Durante a manifestação, os organizadores entregaram uma notificação extrajudicial ao diretor-geral da Meta no Brasil, Conrado Leister. O documento exige explicações detalhadas sobre as falhas, o fim da redução seletiva de alcance sem aviso prévio e a realização de uma auditoria independente nos sistemas de recomendação da empresa.
O Ministério Público Federal, por meio da Procuradoria Federal dos Direitos Cidadãos, abriu procedimento para apurar as condutas da Meta e do X, exigindo justificativas sobre as medidas adotadas. Representantes dos movimentos afirmam que as falhas recorrentes em períodos eleitorais são inaceitáveis e exigem maior responsabilização das grandes empresas de tecnologia.