Atos pró-Lula geram divisões e medo de conflito em São Paulo
A organização de atos em favor do candidato Luiz Inácio Lula da Silva para o próximo domingo provocou divergências internas e receio de confrontos com apoiadores de Jair Bolsonaro em São Paulo. Inicialmente planejada para o Vale do Anhangabaú, uma das principais manifestações foi transferida para o Largo da Batata e, posteriormente, cancelada por motivos de segurança e burocracia.
A mudança de planos gerou descontentamento entre militantes, mas líderes de esquerda articularam a manutenção do ato no Largo da Batata para garantir um evento pacífico. Paralelamente, o PT estadual e movimentos sociais passaram a convocar atos descentralizados em regiões periféricas da capital, como Grajaú, Vila Nova Cachoeirinha e Itaquera.
O presidente do PT paulista, deputado Kiko Celeguim, defendeu que a estratégia visa aproximar a militância dos eleitores em seus próprios territórios. Contudo, a proximidade geográfica com uma manifestação convocada pelo grupo adversário na Avenida Paulista levantou temores de encontros violentos entre os dois públicos nas estações de metrô.
Para evitar episódios de violência, organizadores do ato no Largo da Batata dialogaram com a Subprefeitura de Pinheiros e com as forças de segurança. A Secretaria de Segurança Pública informou que a Polícia Militar preparou um esquema especial de patrulhamento e realizou reuniões com órgãos municipais e líderes dos grupos para assegurar a ordem pública durante as mobilizações.