Bancos projetam alta na Bolsa impulsionados por otimismo eleitoral
Grandes instituições financeiras elevaram suas projeções para a Bolsa brasileira e revisaram estimativas para o dólar. O movimento reflete o otimismo do mercado financeiro após o primeiro turno das eleições, alimentado pela expectativa de maior controle das contas públicas em um eventual governo de Flávio Bolsonaro, que liderou a primeira etapa com 47,03% dos votos válidos contra 45,16% do atual presidente Lula, com quem disputará o segundo turno no dia 25.
O banco UBS alterou sua recomendação para as ações nacionais de neutra para atrativa, enquanto o Goldman Sachs manteve a meta de 215 mil pontos para o Ibovespa, apostando no crescimento dos lucros empresariais até 2027 e no alívio dos juros de longo prazo. A XP, por sua vez, calculou que a Bolsa pode registrar uma valorização de até 41% caso o país avance em reformas estruturais e reduza o prêmio de risco.
Apesar da euforia que levou o Ibovespa a superar os 200 mil pontos pela primeira vez logo após o pleito, analistas apontam que a equipe de Flávio estuda um ajuste fiscal severo para conter gastos, embora o candidato negue tais planos. Mesmo com a volatilidade recente, que incluiu um recuo do índice para 24.324 pontos e alta do dólar a R$ 5,088 nesta quinta-feira (15), o setor financeiro avalia que o cenário atual segue mais vantajoso para ativos de risco do que para a renda fixa.