Consumo das famílias perde força e deixa de ser o motor do PIB
O consumo das famílias brasileiras, principal motor da economia nos últimos anos, está perdendo fôlego. Analistas projetam o menor ritmo de crescimento do indicador desde o período da pandemia, com avanço estimado em cerca de 1% neste ano e índices ainda menores no próximo, havendo inclusive riscos de estagnação.
A freada é impulsionada pelo alto nível de endividamento e pelo comprometimento da renda das famílias, que fecharam julho em 49,9% e 28,7%, respectivamente, conforme dados do Banco Central. Além disso, o mercado de trabalho e a concessão de crédito perderam o ritmo forte de expansão visto em anos anteriores, enquanto a relação entre dívida e PIB atingiu 82,9% em agosto.
Esse esgotamento do modelo baseado nos gastos das famílias já se refletiu no segundo trimestre, quando o consumo recuou 0,4% na comparação com os três meses anteriores. Diante desse cenário, economistas preveem que a atividade econômica geral do país cresça apenas 1,41% no ano que vem.
Para os especialistas, o ciclo anterior de estímulos fiscais e facilidade de crédito chegou ao limite e cobrou sua conta. Com o enfraquecimento do consumo interno, a expectativa para os próximos anos é que os investimentos produtivos e as exportações assumam o papel principal na sustentação da atividade econômica brasileira.
Com informações de redir.folha.com.br.