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Contas bancárias infantis ajudam a ensinar, mas exigem orientação

Ygara news
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Contas bancárias infantis ajudam a ensinar, mas exigem orientação

No período do Dia das Crianças, muitos pais optam por abrir contas bancárias para os filhos como forma de introduzir o tema financeiro. Disponibilizadas por diversos bancos de forma digital e sem taxas de manutenção, essas contas costumam oferecer ferramentas como Pix, cartão de débito e mesada programada, mas não incluem crédito rotativo ou cheque especial para evitar endividamento precoce.

Especialistas ressaltam, contudo, que a tecnologia não substitui a orientação adequada. Conforme aponta Reinaldo Domingos, presidente da DSOP Educação Financeira, deixar a criança gastar livremente transforma a ferramenta em mero consumo. Para ele, o processo de aprendizagem pode começar por volta dos três anos de idade, enquanto a demanda por contas digitais costuma surgir próximo aos nove ou dez anos.

A atuação dos responsáveis faz toda a diferença para o desenvolvimento da autonomia e da responsabilidade financeira. Permitir que o menor fique sem recursos após gastar toda a mesada pode servir como lição prática, desde que acompanhada por uma conversa reflexiva. Além disso, o exemplo dado no ambiente familiar e a demonstração de que o dinheiro resulta do esforço no trabalho são fundamentais.

No aspecto prático, profissionais recomendam o uso de mesadas fixas ou combinadas com tarefas, além da divisão de investimentos conforme prazos e objetivos. Para a reserva de emergência, o Tesouro Selic é o mais indicado pela liquidez diária, enquanto o Tesouro Prefixado e o Tesouro IPCA+ atendem a metas de médio e longo prazo, respectivamente.

Com informações de www1.folha.uol.com.br.

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