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Crescimento da direita feminina no Senado gera críticas da esquerda

Ygara news
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Crescimento da direita feminina no Senado gera críticas da esquerda

As eleições trouxeram um aumento na bancada feminina do Congresso, com destaque para o Senado, onde sete das doze novas parlamentares vieram do espectro da direita. Essa ascensão conservadora tem incomodado parte da esquerda, que historicamente defende maior representatividade feminina na política, mas adota uma postura considerada paternalista diante do novo cenário.

Deputadas do PSOL, como Erika Hilton e Sâmia Bomfim, argumentam que essas congressistas foram escolhidas predominantemente por eleitores homens e defendem pautas contrárias aos direitos das mulheres, chegando a classificá-las como uma ameaça. Contudo, dados do Tribunal Superior Eleitoral não detalham o perfil por sexo do eleitorado, e não existem registros de que as novas senadoras tenham proposto o fim do sufrágio feminino.

O movimento feminista contemporâneo é plural e abriga diversas correntes, incluindo pensadoras que criticam a vitimização e o patrulhamento ideológico, pautas que encontram eco no conservadorismo. Desqualificar a atuação pública de mulheres que rejeitam uma cartilha ideológica específica acaba sendo uma atitude intolerante e sexista.

Tratar a mulher de direita como alguém que precisa de tutela revela incompreensão diante do avanço conservador nas urnas. Ao impor uma visão única sobre como todas as mulheres devem pensar e agir, a esquerda desconsidera a autonomia dessas parlamentares e limita o debate democrático.

Com informações de redir.folha.com.br.

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