Pular para o conteúdo
Quarta-feira, 21 de outubro de 2026 ⛅ Manaus 28°C Parcialmente nublado
MUNDO

Documentos falsos ocultaram fortuna e impostos de Abramovich

Ygara news
Compartilhar
Documentos falsos ocultaram fortuna e impostos de Abramovich

Investigações jornalísticas revelam que a maior empresa de contabilidade do mundo auxiliou na falsificação de papéis para ocultar o patrimônio do bilionário russo Roman Abramovich e burlar o pagamento de tributos. Documentos validados pela filial cipriota da Deloitte fizeram com que bens de luxo avaliados em 672 milhões de dólares, incluindo iates, mansões e jatos particulares, desaparecessem dos registros corporativos. Especialistas em direito financeiro classificaram a manobra como uma fraude fiscal evidente e direta.

O esquema começou a vir à tona em 2006, após a aprovação de uma lei de transparência em Chipre que obrigava empresas a tornarem suas contas públicas. Para driblar a exigência, assessores do oligarca e a prestadora de serviços MeritServus transferiram os ativos para uma companhia controladora nas Ilhas Virgens Britânicas, retroagindo os documentos em três anos. A Deloitte avaliou as alterações como adequadas e validou a retirada dos bens dos demonstrativos, restando apenas 75 mil dólares declarados.

Em outro episódio envolvendo a empresa Kravin Investments, que acumulava quase dois bilhões de dólares em 2003, registros foram adulterados para isentar a companhia de impostos sobre rendimentos de juros. E-mails indicam que a Deloitte participou do planejamento para alterar balanços financeiros e fingir que o montante pertencia à matriz estrangeira. Práticas semelhantes ocorreram com uma fortuna superior a dez bilhões de dólares gerida pela Electus Investments, cujos papéis também foram retrodatados para esconder a propriedade real.

Representantes legais de Roman Abramovich negaram qualquer irregularidade ou tentativa de sonegação, afirmando que o empresário não participava da administração cotidiana dessas companhias e confiava legitimamente nas orientações profissionais recebidas. A defesa também apontou motivações políticas em investigações criminais recentes contra o patrimônio do bilionário. Por sua vez, a Deloitte declarou que cumpre as leis aplicáveis, mas não pôde comentar os casos específicos devido à antiguidade dos arquivos.

Com informações de bbc.co.uk.

Leia também