Indicador de atividade econômica cresce 0,3% em agosto
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central, amplamente considerado como uma prévia do Produto Interno Bruto, registrou alta de 0,3% no mês de agosto em relação a julho, considerando a série com ajuste sazonal. O dado marca a primeira taxa positiva após três meses e reverte a queda de 0,3% observada no mês anterior.
No confronto com o mesmo mês de 2025, o indicador apresentou expansão de 1,2%. Já no acumulado dos oito meses e no horizonte de 12 meses encerrados em agosto, a alta registrada foi de 1,6%, sem ajuste sazonal. O desempenho positivo foi liderado pelo setor industrial, que avançou 0,9%, e pelos serviços, com ganho de 0,2%. Em contrapartida, o segmento da agropecuária apresentou retração de 1,8% no período.
O governo federal implementou diversas iniciativas voltadas para incentivar a atividade produtiva e diminuir o endividamento das famílias, incluindo isenção de Imposto de Renda para rendas de até R$ 5 mil, liberação de recursos do FGTS, oferta de crédito facilitado, elevação do Bolsa Família para R$ 691 e um programa de renegociação de débitos para microempreendedores individuais. No entanto, essas ações de estímulo geram desafios adicionais para o gerenciamento da inflação.
O Banco Central sustenta que o arrefecimento da atividade econômica é um elemento fundamental da estratégia para mitigar pressões inflacionárias. As estimativas atuais do mercado apontam para uma expansão de aproximadamente 1,85% para o ano de 2026, resultado inferior aos 2,3% alcançados no período anterior.
Enquanto o PIB oficial é apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o índice do Banco Central compõe projeções para os principais setores produtivos e tributos, servindo de parâmetro primordial para a formulação da política de juros da autoridade monetária.