Leitores apontam motivos para o recorde de abstenções no primeiro turno
O recorde histórico de abstenções registrado no primeiro turno das eleições gerou diferentes análises entre eleitores de várias regiões do país. Marisa Carlovich, moradora de Jundiaí, em São Paulo, avaliou que apoiadores de Lula faltaram por acreditar na vitória antecipada. Já Ronan Wielewski Botelho, de Londrina, no Paraná, apontou o desinteresse cívico e a insatisfação com a política como fatores centrais para a ausência nas urnas.
A exaustão popular diante de falsas promessas e escândalos foi destacada por Claudia Alvarenga, residente em São Paulo, enquanto Luciano Neder, de Ribeirão Preto, criticou o foco excessivo em polêmicas em detrimento de projetos concretos para o Brasil. Em Poços de Caldas, Minas Gerais, Beta Cabral relatou dificuldades logísticas, como universitários que não transferiram o domicílio eleitoral, além de fake news e tempestades no dia da votação.
Problemas estruturais também entraram no debate, com Joel Nunes Vieira, de Paramirim, na Bahia, apontando filas e a demora na votação devido ao número de candidatos. Thais Nogueira Gil, de Belo Horizonte, lembrou que grande parte das ausências envolve eleitores que mudaram de cidade ou cidadãos com voto facultativo, como os idosos. Por sua vez, Aristides Silva, de Porto Velho, em Rondônia, cobrou mudanças radicais na representatividade política.
Críticas ao cenário digital e midiático apareceram nos relatos de Marcos Vicente Cruz, de Sorocaba, em São Paulo, e de Matheus Gomes, também paulistano, que mencionaram o impacto de robôs e bolhas virtuais no desencanto do eleitor. Flavio Lofêgo Encarnação, de Rio Branco, no Acre, atribuiu a culpa aos conglomerados de mídia. Por fim, Jaime Souza, de São Paulo, mencionou o desgaste com promessas partidárias, e Rafael Kafka, de Montenegro, no Rio Grande do Sul, sugeriu a necessidade de atualizar os cadastros de eleitores falecidos no Tribunal Superior Eleitoral.
Com informações de redir.folha.com.br.