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BRASIL

Lula e Flávio divergem sobre economia e ajuste fiscal

Ygara news
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Lula e Flávio divergem sobre economia e ajuste fiscal

As diretrizes econômicas apresentadas pelos candidatos Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro revelam abordagens distintas para a gestão das contas públicas, a tributação e as leis trabalhistas. Enquanto o plano de Lula se apoia na continuidade do modelo atual com foco em investimentos estatais e programas sociais, a plataforma de Flávio prioriza o enxugamento da máquina administrativa, o corte de despesas e a desoneração tributária.

No campo fiscal, Lula propõe preservar o atual arcabouço para limitar os gastos, buscando melhorar os resultados financeiros por meio da expansão da atividade econômica. Em contrapartida, Flávio defende a criação de uma nova regra atrelada à trajetória da dívida, além de um ajuste de 1,5% do PIB, o que representa cerca de R$ 190 bilhões com base nas estimativas para 2025, conforme detalhado por sua equipe em agosto.

Sobre a arrecadação e os investimentos, o projeto de Lula aposta na tributação progressiva para cobrar mais das rendas elevadas e na continuidade de iniciativas como o Novo PAC. Já a campanha de Flávio foca na simplificação burocrática, na redução de impostos e no fomento ao agronegócio, com ênfase na logística e em fertilizantes, embora persista o desafio de conciliar tais cortes com as metas fiscais.

Em relação ao mercado de trabalho, Lula defende o reajuste real do salário mínimo e a diminuição da jornada semanal para 40 horas sem redução de vencimentos, ao passo que Flávio propõe baratear as contratações e flexibilizar regras para determinados grupos. Ambos os candidatos afirmam que vão preservar iniciativas de assistência, como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida, gerando debates sobre o financiamento dessas redes de proteção social.

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