Pular para o conteúdo
Quarta-feira, 21 de outubro de 2026 ☁️ Manaus 26°C Nublado
BRASIL

Lula e Flávio divergem sobre economia e ajuste fiscal

Ygara news
Compartilhar
Lula e Flávio divergem sobre economia e ajuste fiscal

As diretrizes econômicas apresentadas por Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro revelam visões opostas sobre a gestão das contas públicas, a cobrança de impostos e as leis trabalhistas. Enquanto o plano de Lula aposta na manutenção do modelo atual com foco em investimentos estatais e programas sociais, a estratégia de Flávio prioriza enxugar a máquina administrativa, cortar despesas e diminuir tributos.

No aspecto fiscal, Lula pretende preservar o arcabouço atual, controlando gastos e apostando no crescimento da economia para elevar a arrecadação. Por outro lado, Flávio sugere uma nova regra atrelada à trajetória da dívida, com corte de ministérios e cargos comissionados. Em agosto deste ano, a coordenadora da equipe econômica de Flávio, Daniella Marques, mencionou em entrevista à Globo News que o plano busca um ajuste de 1,5% do PIB, cerca de R$ 190 bilhões com base no PIB de 2025. No último dia 9, o candidato negou o fim de iniciativas como Bolsa Família e Farmácia Popular.

Em relação aos tributos e ao trabalho, Lula defende a progressividade fiscal, aumento real do salário mínimo e a diminuição da jornada semanal para 40 horas sem redução salarial, além de manter projetos como Novo PAC e Minha Casa, Minha Vida. Já Flávio foca na desburocratização, corte de impostos, novas modalidades de contratação mais baratas para empresas e incentivos ao agronegócio, como armazenamento de safras e fertilizantes.

O histórico recente mostra diferenças nos indicadores econômicos das gestões passadas. Entre 2019 e 2022, sob o governo Jair Bolsonaro, o PIB cresceu em média 1,4% ao ano em meio à pandemia e conflitos internacionais, com a dívida bruta encerrando 2022 em torno de 72% do PIB. Já no terceiro mandato de Lula, de 2023 a 2025, o PIB teve alta média de 2,9% ao ano, o desemprego caiu para 5,6% em 2025 segundo o IBGE, e a dívida pública alcançou 82,9% do PIB em agosto deste ano.

Leia também