Manifestantes protestam em São Paulo contra atuação da Meta
Centenas de pessoas se reuniram no início da noite de segunda-feira, dia 19 de agosto, nas proximidades dos escritórios da Meta e do Google, localizados na zona oeste de São Paulo. Sob o lema Meta, não se meta, o grupo criticou a falta de imparcialidade na moderação de publicações, a suposta censura a perfis de ativistas e a defesa de interesses corporativos na gestão das plataformas digitais.
Os organizadores tentaram entregar um manifesto físico à empresa dona do Instagram, Facebook e WhatsApp, mas a entrega foi impedida no local e o texto será enviado de forma digital em uma ação coletiva. A programação incluiu ainda alertas sobre soberania digital e críticas à influência de grandes corporações de tecnologia em sistemas governamentais e no debate público brasileiro.
Durante a manifestação, participantes relataram episódios de banimento de contas, desrespeito a ordens judiciais e falhas na proteção de minorias contra discursos de ódio. O ativista Thiago Torres Santos, conhecido como Chavoso da USP, afirmou que as empresas possuem lado político e interferem diretamente no processo eleitoral do país.
A mobilização ocorre em meio a cobranças institucionais recentes, como a determinação do ministro Marco Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral, que deu o prazo de 24 horas para a Meta comprovar isonomia na distribuição de postagens políticas e anúncios de campanha. Campanhas de diferentes espectros políticos já acionaram a Justiça eleitoral apontando desigualdades no impulsionamento de conteúdos.
Em posicionamento oficial, a Meta justificou que eventuais dificuldades no acesso a comunidades e na circulação de materiais decorrem do cumprimento rigoroso das normas eleitorais e da lentidão inerente às etapas de verificação e liberação de postagens.