Meta rejeita acusação de parcialidade e presta contas ao TSE
A Meta protocolou uma manifestação no Tribunal Superior Eleitoral na qual rejeita qualquer acusação de beneficiar as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva e de Flávio Bolsonaro para o pleito de 2026. A dona do Facebook, Instagram e WhatsApp assegurou que cumpre rigorosamente as normas de isonomia e transparência exigidas para as plataformas digitais.
O posicionamento ocorreu após o ministro Marco Aurélio Bellizze estipular, nesta segunda-feira (19), um prazo de 24 horas para que a corporação comprovasse o respeito à igualdade de tratamento entre os concorrentes. Em resposta, a companhia listou práticas como distribuição equilibrada de publicações, revisão humana reforçada de anúncios e regras padronizadas para a ferramenta Meta AI.
A empresa também divulgou os resultados de uma auditoria técnica em 1.204 postagens apontadas na ação judicial, focando no uso de inteligência artificial. Do total analisado, 720 conteúdos foram excluídos ou bloqueados por descumprirem as normas do TSE, enquanto 270 já traziam os avisos obrigatórios e 214 foram classificados como sem relação com a política.
Por fim, a organização requereu a revogação de uma multa diária aplicada por suposto atraso no cumprimento de ordens judiciais, alegando atuação de boa-fé. A defesa também solicitou uma reunião com o gabinete do relator para alinhar aspectos técnicos e o padrão dos relatórios de monitoramento.