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BRASIL

Mulher trans é a primeira no país a testar injeção quadrimestral para HIV

Ygara news
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Mulher trans é a primeira no país a testar injeção quadrimestral para HIV

Uma mulher trans de 37 anos, identificada como Pisci Bruja, tornou-se a primeira pessoa no Brasil a receber doses experimentais de um tratamento de ultralonga duração contra o HIV, com aplicações a cada quatro meses. Antropóloga e ativista, ela tomou sua última pílula diária em 21 de setembro e, no dia seguinte, iniciou o protocolo clínico.

O estudo global, conduzido pela farmacêutica GSK, avalia a eficácia e a segurança do uso conjunto de dois antirretrovirais injetáveis, o cabotegravir e a rilpivirina. A pesquisa compara o esquema de quatro meses com um grupo que recebe as injeções a cada dois meses. Ao todo, o ensaio clínico envolve cerca de 564 participantes em vários países, sendo entre 63 e 77 brasileiros distribuídos em sete centros de pesquisa.

O infectologista José Valdez Rodrigues, principal investigador do estudo no Brasil, destaca que ampliar o intervalo entre as aplicações reduz a necessidade de idas frequentes aos postos de saúde, facilitando a rotina dos pacientes. A conclusão de toda a pesquisa internacional está prevista apenas para setembro de 2029.

Atualmente, o Sistema Único de Saúde oferece comprimidos diários que mantêm a carga viral indetectável, mas ainda não disponibiliza terapias injetáveis de longa duração. O Ministério da Saúde informou que, com as opções orais existentes, a maioria dos pacientes atinge a supressão do vírus, e que não há discussões no momento para incorporar novas alternativas injetáveis devido ao registro atual no país.

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