O comportamento da Bolsa após o primeiro turno das eleições
O principal indicador da Bolsa brasileira, o Ibovespa, registrou uma alta expressiva de 7,7% no primeiro pregão após o primeiro turno, ultrapassando a marca de 200 mil pontos. O desempenho ocorreu após sinais de vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) sobre Lula (PT), gerando euforia entre investidores. No entanto, análises históricas indicam que projetar o mesmo ritmo para o desfecho do pleito pode ser arriscado.
Um levantamento das últimas seis eleições presidenciais, de 2002 a 2022, aponta que o mercado acionário subiu em cinco ocasiões após o primeiro turno, com média de 2,1%. Em contrapartida, o cenário se inverte na etapa final: o índice recuou em quatro dos seis segundos turnos analisados, registrando queda média de 1,3%. Um exemplo ocorreu na vitória de Jair Bolsonaro em 2018, quando o mercado subiu 4,57% logo após o primeiro turno, mas fechou em baixa de 2,24% no dia posterior à confirmação da vitória.
Esse movimento reflete a dinâmica de realização de lucros por grandes players, seguindo o lema de comprar no boato e vender no fato. O primeiro turno costuma trazer surpresas sobre o cenário político e o Congresso, enquanto as semanas seguintes incorporam as expectativas às cotações. Com a alta expressiva recente e forte atuação de capital estrangeiro, que responde por cerca de 63% da B3 segundo o JPMorgan, especialistas reforçam que estratégias de investimento de longo prazo exigem cautela e diversificação em vez de apostas baseadas apenas no calendário eleitoral.
Com informações de www1.folha.uol.com.br.