Papa Leão XIV critica pena capital e Vance rejeita transmissão ao vivo
O plano do secretário de Defesa Pete Hegseth para executar o ex-major do Exército americano Nidal Malik Hasan por fuzilamento, com transmissão ao vivo prevista para 3 de dezembro, continua gerando polêmica. Hasan foi condenado por matar 13 pessoas e ferir outras 32 no atentado em Fort Hood.
Sem citar diretamente o caso, o Papa Leão XIV manifestou-se sobre o tema por ocasião do Dia Mundial Contra a Pena de Morte, em 10 outubro, declarando que a punição capital é inadmissível. Em publicação na rede social X, o pontífice reiterou a doutrina católica revisada que aponta a pena máxima como uma agressão à dignidade humana, argumentando que sistemas prisionais modernos conseguem proteger a sociedade sem extinguir a chance de redenção.
Pouco antes, o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, classificou o plano de execução pública nos Estados Unidos como inaceitável, afirmando ser inadmissível transformar a morte em um espetáculo. O arcebispo Paul Coakley, chefe da conferência dos bispos dos Estados Unidos, também expressou choque com a decisão do Pentágono, definindo-a como uma promoção bárbara da cultura de morte.
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, declarou que não assistirá à transmissão ao vivo e questionou se o plano de exposição pública realmente se concretizará, embora não tenha se oposto à execução. Para Vance, o debate sobre o método desvia o foco da gravidade dos crimes cometidos por Hasan, classificado por ele como autor de um dos piores ataques terroristas no país desde 11 de setembro.
O presidente Donald Trump é um firme defensor da pena de morte, modalidade que já resultou em 30 execuções nos Estados Unidos nos primeiros nove meses de 2026. O Pentágono confirmou na segunda-feira que o próprio presidente aprovou a sentença capital contra o ex-major.
Com informações de euronews.com.