Prisão preventiva de Márcio Canella e Marcus Amim é mantida
A Justiça Federal confirmou nesta sexta-feira a manutenção da prisão preventiva dos seis alvos capturados durante a oitava etapa da Operação Unha e Carne. Entre os detidos estão o deputado estadual eleito Márcio Canella e o delegado Marcus Amim, que atuava como ex-secretário de Polícia Civil do Rio, além de quatro inspetores. As ordens de prisão sem prazo determinado foram expedidas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, após a conclusão das audiências de custódia realizadas um dia após as capturas.
Durante as diligências cumpridas na quinta-feira pela Polícia Federal em diversas cidades fluminenses, os agentes confiscaram 20 carros de luxo, 33 armas de fogo, 49 joias e relógios caros, além de aproximadamente 90 mil reais em espécie e 14 telefones celulares. A investigação aponta que postos de gasolina na região metropolitana do Rio eram empregados para branquear capitais supostamente desviados da administração municipal de Belford Roxo, período em que a prefeitura foi chefiada por Canella.
As ordens judiciais emitidas por Moraes abrangeram ainda o bloqueio de bens que chegam a 700 milhões de reais, a paralisação das atividades comerciais de 112 empresas, sendo 96 postos revendedores, e o afastamento de um escrivão da corporação federal. Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras indicam que o esquema movimentou 7,6 bilhões de reais ao longo de quase seis anos, envolvendo centenas de CPFs e CNPJs.
Os suspeitos enfrentam acusações perante as autoridades que incluem formação de quadrilha armada, ocultação de valores, corrupção em ambas as modalidades, quebra de sigilo profissional, comercialização irregular de combustíveis e formação de cartel. Enquanto a defesa de Canella declarou confiar na apuração dos fatos, os representantes dos demais investigados informaram que ainda analisarão os elementos probatórios reunidos pela investigação policial.