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Promotores fazem operação em cadeia e flagram regalias a Milton Leite

Ygara news
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Promotores fazem operação em cadeia e flagram regalias a Milton Leite

O Ministério Público de São Paulo e a Corregedoria-Geral da Polícia Civil realizaram uma operação nesta sexta-feira, dia 16, na Cadeia Pública de Mogi das Cruzes. A ação ocorreu após a descoberta de que o ex-vereador Milton Leite, preso há quase um montante de um mês, estaria recebendo regalias no local. O investigado, que já presidiu a Câmara Municipal paulistana, é suspeito de ligação com um esquema do Primeiro Comando da Capital no transporte público da capital e deverá ser transferido.

A varredura foi autorizada pelo juiz Domicio Whately Pacheco e Silva, da Vara Regional das Garantias de Guarulhos, e contou com apoio da Polícia Militar, da Polícia Penal e de cães farejadores. As equipes cumpriram mandados de busca na própria cadeia, nas dependências do 1º Distrito Policial e no endereço residencial do carcereiro Jaércio da Cunha Braga, cujo celular foi apreendido. As apurações começaram após uma denúncia anônima enviada por e-mail ao Grupo de Combate ao Crime Organizado.

Segundo os investigadores, havia um fluxo incessante de pessoas visitando o ex-parlamentar fora dos dias e horários regulamentares, inclusive à noite e nos finais de semana, sem nenhum vínculo familiar. O relatório aponta que o esquema contava com a facilitação do carcereiro conhecido como Braga. Entre os privilégios investigados, constam desde o uso de áreas restritas para receber políticos até refeições diferenciadas que incluíam vinho, além da suspeita de entrada de objetos proibidos por meio de veículos autorizados a estacionar no complexo policial.

Milton Leite se entregou à polícia em 18 de setembro de 2026, alvo da Operação Vectura Corrupta, tendo sua prisão temporária prorrogada por mais trinta dias na última quinta-feira, dia 15, data em que também prestou depoimento e negou qualquer tipo de envolvimento com a facção criminosa. Com o avanço das evidências colhidas por policiais disfarçados e pelo monitoramento de vídeo instalado na região, o caso passa a abranger apurações por corrupção passiva, corrupção ativa e prevaricação.

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