Promotoria cobra plano antienchente da Prefeitura de SP após temporal
O Ministério Público de São Paulo apresentou nesta quinta-feira uma solicitação na Justiça para que a gestão municipal detalhe seu plano de contingência contra temporais. A cobrança surge na esteira do forte temporal que atingiu a capital paulista na véspera, causando transtornos generalizados.
A tempestade resultou no transbordo do lago no parque Ibirapuera, no acúmulo de veículos submersos no túnel do Anhangabaú e em um deslizamento de terra no bairro Brasilândia, na zona norte, que vitimou fatalmente uma mulher de 47 anos. A promotoria quer que a administração de Ricardo Nunes explique, em até 48 horas, as ações da Defesa Civil e o suporte prestado aos afetados.
A requisição foi anexada a um processo judicial no qual a prefeitura já havia sido condenada a elaborar estratégias de curto, médio e longo prazo para prevenir alagamentos. O órgão ministerial também cobrou a aplicação de uma multa diária de 10 mil reais pelo descumprimento de prazos anteriores.
Em resposta, a administração municipal informou que os cronogramas solicitados foram entregues no fim de 2025 e atualmente passam por atualizações técnicas. O prefeito justificou que o alagamento no túnel do Anhangabaú ocorreu devido ao encontro de múltiplos rios subterrâneos e a um volume de chuva que atingiu 40% do esperado para todo o mês de outubro em poucas horas.