Queijo de leite cru gera debate e divide opiniões entre produtores
A fabricação de queijo utilizando leite cru movimenta discussões entre produtores rurais no interior paulista. O método artesanal, que ganha destaque neste sábado (17), exige o cumprimento de normas sanitárias severas para garantir a segurança alimentar dos consumidores.
De acordo com o produtor Martin Breuer, radicado em Itapetininga há mais de cinco décadas, o processo sem pasteurização resulta em um produto mais acessível financeiramente. Ele destaca que aquecer o leite chega a duplicar os custos de produção, embora a comercialização do tipo cru exija laudos que comprovem a ausência de brucelose e tuberculose no rebanho.
Para neutralizar riscos bacterianos, o queijo de leite cru precisa passar por um período de maturação de cerca de 60 dias. O procedimento permite que microrganismos benéficos combatam agentes nocivos, além de preservar as características naturais do terroir, diferenciando o sabor do produto artesanal em relação aos industrializados.
Em contrapartida, a produtora Lorena Tavares adota a pasteurização em sua fazenda localizada em Sarapuí. O cuidado extra é necessário porque toda a sua produção de derivados de búfala é destinada à merenda escolar da rede pública municipal da região.