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Relação estratégica entre Cuba e Venezuela enfraquece após queda de Maduro

Ygara news
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Relação estratégica entre Cuba e Venezuela enfraquece após queda de Maduro

Pela primeira vez em duas décadas, a representante interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, deixou de citar Cuba durante seu discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas. Essa omissão reflete a profunda transformação na dinâmica bilateral após a incursão militar de janeiro de 2026, operação na qual os Estados Unidos capturaram Nicolás Maduro. Dias depois, Rodríguez defendeu o direito de manter laços com diversas nações, incluindo os americanos.

Quase nove meses após a prisão de Maduro, autoridades cubanas reconheceram publicamente o esfriamento da parceria histórica que unia os dois governos desde a gestão de Hugo Chávez e Fidel Castro. O vice-ministro das Relações Exteriores de Cuba, Carlos Fernández de Cossío, declarou recentemente que a Venezuela atua apenas como um país amigo, ponderando que o termo aliado seria inadequado para o momento atual.

A mudança geopolítica também interrompeu o envio de petróleo venezuelano para a ilha caribenha, insumo vital que já estava suspenso devido a um bloqueio marítimo imposto pelos Estados Unidos. Além disso, a inteligência americana priorizou a chamada descubanização dos órgãos de segurança venezuelanos, resultando na retirada de agentes e médicos militares de Havana que atuavam na contrainteligência do país sul-americano.

Apesar da interrupção do fornecimento energético e da forte pressão dos Estados Unidos sobre o governo interino venezuelano, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel e sua administração têm evitado críticas diretas públicas. Especialistas apontam que, embora o apoio logístico e financebro tenha minguado drasticamente, Havana prefere manter uma postura cautelosa para não transformar Caracas em uma inimiga diplomática.

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