Sindicato britânico pede mudanças em escolas para enfrentar calor extremo
O secretário-geral do Sindicato Nacional de Educação do Reino Unido, Daniel Kebede, afirmou que o país precisa debater mudanças drásticas no formato do ano letivo para lidar com ondas de calor cada vez mais severas. Entre as propostas estão a alteração nos horários de entrada e saída das aulas, o aumento das férias de verão e a remoção de exames dos meses mais quentes.
Durante o verão recente, salas de aula britânicas registraram temperaturas superiores a 40 graus Celsius, resultando no fechamento de unidades de ensino e na perda de mais de 15 milhões de horas de aula por pelo menos 760 mil estudantes na Inglaterra e no País de Gales. Professores relataram que o ambiente tornou o aprendizado inviável, gerando pânico comparável ao período da pandemia de Covid-19.
Kebede cobrou do governo um plano nacional de adaptação arquitetônica nos prédios escolares, construídos originalmente para um clima mais ameno, contemplando estruturas da era vitoriosa e construções das décadas de 1960 e 1970. Para o dirigente, as comunidades de baixa renda são as mais afetadas, uma vez que muitas famílias não conseguem trabalhar de casa nem dispõem de moradias adequadas para enfrentar o calor intenso.
Com informações de theguardian.com.