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STF inicia julgamento inédito sobre investigação contra Alexandre de Moraes

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STF inicia julgamento inédito sobre investigação contra Alexandre de Moraes

O Supremo Tribunal Federal iniciou nesta terça-feira, às 10h35, a sessão extraordinária convocada pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin, para avaliar a abertura de investigação criminal contra o ministro Alexandre de Moraes. É a primeira vez na história do tribunal que o colegiado julga a possibilidade de investigar um de seus próprios integrantes, com base em um relatório da Polícia Federal que associa Moraes ao ex-proprietário do Banco Master, Daniel Bueno Vorcaro.

A crise institucional teve início em 1º de setembro, quando o ministro André Mendonça retirou o sigilo do documento policial, gerando um cenário de acusações e pedidos cruzados de apuração. A Procuradoria-Geral da República solicitou a anulação da peça sob a alegação de irregularidade, argumentando que Mendonça permitiu o avanço das apurações sem informar o plenário ou a presidência da Corte. Apesar disso, mensagens citadas no material também mencionam o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Antes de debater o mérito, os magistrados precisam resolver questões preliminares, como a definição do quórum necessário para a votação. Estão presentes no plenário os ministros Alexandre de Moraes, André Mendonça e Dias Toffoli, sendo que este último se declarou suspeito em abril para atuar em casos ligados ao Banco Master. A defesa de Moraes protocolada na madrugada classificou o relatório como ilegal e inconstitucional, negando veementemente qualquer conduta irregular.

O material investigativo reúne 52 mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro e direcionadas a Alexandre de Moraes entre 2023 e novembro de 2025, período em que o ex-banqueiro foi preso preventivamente. Os registros indicam suposta proximidade e mencionam o envio de um contrato de R$ 131 milhões envolvendo o banco e o escritório da esposa do ministro, além de consultas sobre uma possível prisão. Após as saudações iniciais de Edson Fachin e a leitura do relatório, a palavra será repassada à Procuradoria-Geral da República.

Com informações de oamazones.com.br.

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